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Cristina Ferreira confrontada após polémica e assume: “Não teriam sido aquelas…”

21-04-2026
Cristina Ferreira esteve no “Jornal Nacional” e reagiu às suas declarações polémicas. 

Debaixo de polémica desde que fez no “Dois às 10”, durante a ‘Crónica Criminal’, declarações polémicas sobre um caso de uma violação em grupo a uma menor, Cristina Ferreira quebrou o silêncio.

Na noite desta terça-feira, 21 de abril, Cristina Ferreira esteve no “Jornal Nacional” para justificar-se: “Primeiro, não foi um comentário, foi uma pergunta dirigida a uma comentadora do painel que tínhamos escolhido para aquele dia, para estar ali naquele espaço de análise e atualidade”.

Depois, dizer que estou bem. Porque algumas pessoas me têm feito essa pergunta nos últimos dias e eu quero dizer-lhes isso mesmo, que estou bem” – afirmou.

A apresentadora assumiu: “Não sei se é despropositado [as críticas], por algum motivo aquelas pessoas entenderam-no dessa forma. Eu sei que não o fiz com a intenção com que foi interpretado”.

Eu tenho mais de 20 anos [de carreira], nestes 20 anos fiz milhares de perguntas sobre temas similares, sobre este tema, aliás já o tínhamos comentado no mesmo espaço”, frisou.

De seguida, explicou: “Nós já levávamos a conversa há cerca de 8 minutos, a posição era clara de que lado é que estávamos. Aliás, não podia ser outra. Ao longo destes anos todos perceberam sempre qual foi a minha posição em relação às vítimas de que tipo de criminalidade fosse. Não há espaço para o dizer de outra forma e naquele momento eu senti que era necessário que a psicóloga me explicasse o que é que passa na cabeça daqueles jovens no momento em que ouvem um não”.

O não é não, ponto. O não, não o existe numa violação, porque a pessoa não o cumpre. Não há qualquer tipo de dúvida nem de hipótese que um não seja um não”, destacou.

A comunicadora admitiu que, se o seu discurso tivesse sido escrito, “não teriam sido aquelas as palavras que eu usaria” e explicou: “Porque acho que poderia ter escolhido outra formulação de pergunta”.

Nós estamos num espaço de direto (…) a minha pergunta tem só a ver com isto: eu quero perceber quando um violador ouve um não, porque é que ele não ouviu – e o não ouviu não é o sentido literal do termo, é porque não o cumpre”, concluiu.
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